De uma caminhada com menos de três mil pessoas em Copacabana, em 1995, à maior e mais antiga Parada do Brasil — 30 anos de história, luta e celebração.
Cerca de 30 pessoas caminham pela orla de Copacabana nas primeiras tentativas de manifestação LGBT na cidade. Em maio do mesmo ano é fundado o Grupo Arco-Íris, que se tornaria o organizador histórico da Parada.
OrigemEm 25 de junho, o encerramento da 17ª Conferência Mundial da ILGA, realizada no Rio entre 18 e 25 de junho, vira uma marcha em Copacabana. Menos de 3 mil pessoas, a presença de figuras históricas como Jane di Castro e Isabelita dos Patins, e uma bandeira do arco-íris de 124 metros.
Marco zeroA manifestação se consolida como acontecimento fixo do calendário carioca, sempre na Avenida Atlântica. A pauta central é a resposta à epidemia de HIV/Aids, a visibilidade pública e o direito de existir sem violência.
ConsolidaçãoA Parada passa a reunir centenas de milhares de pessoas e ganha trios elétricos, artistas e estrutura de grande porte. A data migra entre setembro, outubro, novembro e dezembro ao longo dos anos. O modelo carioca inspira paradas em todo o Brasil.
CrescimentoRealizada em 10 de outubro, a edição de aniversário reafirma a Parada do Rio como um dos maiores eventos de massa da cidade, ao lado do Carnaval e do Réveillon.
15 anosEm 15 de novembro, cerca de 500 mil pessoas ocupam a orla, segundo a Polícia Militar. O tema coloca o discurso de ódio no centro do debate, com forte presença do grupo Mães pela Diversidade e de mulheres trans negras.
20 anosA 21ª edição, em 11 de dezembro, atrai cerca de 600 mil pessoas com seis carros de som. A identidade de gênero e os direitos de pessoas trans e travestis ganham protagonismo na pauta.
IdentidadeA 22ª edição é realizada sob o lema da resistência e do combate à LGBTIfobia, em um contexto de avanço de discursos conservadores e de tentativas de retrocesso em políticas públicas.
ResistênciaEm 22 de setembro, sob chuva fina, a 24ª edição marca os 50 anos de Stonewall e os 40 anos do movimento organizado no Brasil, com Pabllo Vittar, Lexa e MC Rebecca. Foram 400 voluntários, 68% deles moradores de periferias — sinal de que a Parada de Copacabana atravessa toda a cidade.
Stonewall 50A pandemia de covid-19 suspende as edições presenciais. A Parada migra para o formato on-line, mantendo viva a mobilização por direitos em meio ao isolamento e às dificuldades de financiamento.
PandemiaEm 27 de novembro, depois de dois anos de edições virtuais, a Parada volta às ruas sob o lema da coragem de ser feliz. O reencontro da comunidade na orla é celebrado como uma retomada simbólica do espaço público.
ReencontroA edição de 2023 é realizada em 24 de setembro. O período consolida a expansão das paradas pelo estado — Madureira, Nova Iguaçu, Niterói, Arraial do Cabo e dezenas de outros municípios — com o Rio como referência nacional.
InteriorizaçãoNo dia 23 de novembro, a 30ª edição ocupa o Posto 5 de Copacabana com o tema “30 anos fazendo história: das primeiras lutas pelo direito de existir à construção de futuros sustentáveis”, com Daniela Mercury e Teresa Cristina. Cláudio Nascimento, presente em 1995 e hoje presidente do Grupo Arco-Íris, lembra que a marcha carioca influenciou mais de 400 paradas realizadas hoje no país.
30ª ediçãoEm abril, representantes de pelo menos 35 municípios se reúnem para construir coletivamente o calendário estadual das paradas. A Parada de Copacabana fica marcada para 22 de novembro; a de Arraial do Cabo, para 13 de setembro.
Próximo capítuloDatas e temas de algumas edições variam entre as fontes. Elaborado com base em reportagens da Agência Brasil e em materiais do Grupo Arco-Íris.
Estarão presentes:
• Tribunal de Justiça;
• Ministério Público Estadual;
• Polícia Civil Defensoria Pública do Rio de Janeiro;
• Guarda Municipal;
• CET Rio;
• Comlurb;
• Rio Luz;
• Riotur;
• Corpo de Bombeiros;
• Coordenação Executiva da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio;
• Programa Rio Sem Lgbtifobia da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos;
• Uerj;
Todos prestando apoio e oferecendo serviços à população.
-Use Roupas Confortáveis: A Parada tem duração de várias horas, então, invista em roupas leves e calçados confortáveis.
-Vidro Zero: Não leve e nem compre bebidas em vasilhames de vidro. Você pode se cortar e machucar os outros.
-Marque Pontos de Encontro: Combine um ponto de encontro com amigos para o caso de vocês se desencontrarem. Com tanta gente no evento, o sinal do celular pode falhar, então escolher um local fácil de encontrar ajuda todo mundo a se reunir.
-Atenção Redobrada aos Pertences: O esquema de segurança contará com efetivo da Polícia Militar semelhante ao do Réveillon, mas, por ser um evento com grande aglomeração, mantenha seus pertences em bolsas, pochetes ou locais seguros.
-Use o Transporte Público: O MetrôRio é um dos parceiros da Parada em 2024 e é a melhor opção para chegar e sair, já que muitas ruas estarão fechadas e ainda contribui para o clima sustentável do evento. A linha mais próxima da concentração é a Estação Cantagalo, que fica a alguns minutos a pé do ponto de concentração. Para a volta, priorize as Estação Siqueira Campos ou Cardeal Arcoverde.
-Leve Apenas o Essencial: Carregue documentos, dinheiro ou cartão, celular e um carregador portátil, preferencialmente em uma pochete ou bolsa pequena que fique junto ao corpo.
-Conte Conosco: Se ouvir ou ver alguma provocação ou algo fora da lei, não revide. Ou, se presenciar ou for vítima de qualquer outra violação de direitos, denuncie nas tendas do evento e nos postos policiais ou aos membros da organização da Parada.
INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
São causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativos. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.
O diagnóstico e tratamento das IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.
Hepatites A, B e C
As hepatites A, B e C são doenças inflamatórias do fígado causadas por vírus. Quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A transmissão da hepatite A é fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água inseguros, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal, e também através do contato sexual, através da prática do “cunete” ou “beijo grego” (sexo oral-anal).
As hepatites B e C são transmitidas tanto através do sangue como por via sexual (sexo oral, anal e vaginal). Podem evoluir sem apresentar sintomas durante muitos anos até chegar à cirrose e câncer de fígado.
Importante: A Hepatite A possui vacina preventiva no esquema de duas doses – com intervalo mínimo de 6 meses – para pessoas acima de 1 ano de idade.
A Hepatite B possui vacina preventiva, tomada em três doses, oferecida pelo SUS. Uma vez adquirida a doença, esta não possui cura, mas existem tratamentos que amenizam os seus efeitos.
Já a Hepatite C ainda não possui uma vacina eficaz, porém existe o tratamento que, em quase 100% dos casos, leva à cura mas não à imunização, podendo desta forma haver uma reinfecção se não forem tomados os devidos cuidados.
Para evitar: Use sempre preservativos, materiais descartáveis, tais como: agulhas, giletes, seringas. Materiais de manicure e pedicure devem ser esterilizados e descartáveis. O mais seguro é ter o seu próprio material de uso pessoal.
Para fazer tatuagem ou colocar piercing, usar hormônios ou aplicar silicone, também exija sempre material descartável ou esterilizado.
Não compartilhe duchinhas higiênicas para fazer a chuca. Se for utilizar a mesma ducha, higienize-a antes com água, sabão e álcool 70 ou água sanitária. Retire bem os produtos antes de fazer a lavagem anal.
Não deixe de se testar para as hepatites B e C e se imunizar contra a hepatite B, caso você também pratique Chemsex (sexo com uso de drogas); use drogas injetáveis, compartilhe canudos para inalar cocaína ou ketamina (key); pratique Fisting (prática de enfiar o punho no ânus); BDSM (bondage e disciplina, dominação e submissão, sadomasoquismo); Golden Shower (chuva dourada, prática de urinar na pessoa parceira).
O sexo entre pessoas com vagina também transmite IST
O uso de preservativos nas relações entre pessoas com vagina pode evitar IST, inclusive o HPV. Como barreiras de proteção podem ser usados lençóis de latéx, camisinhas cortadas num formato quadrado e o plástico filme PVC. Também é importante usar preservativos em brinquedos sexuais, sempre trocando quando for compartilhar com a pessoa parceira.
HIV/AIDS
HIV é a sigla para Vírus da Imunodeficiência Humana, e AIDS é a sigla para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.
A AIDS é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. A AIDS não tem cura e sem o tratamento pode levar à morte.
Formas de transmissão:
Não se transmite o HIV:
Como se prevenir
O uso de preservativos externos (penianos) e internos (vaginais) continua sendo o método mais eficaz.
Fazendo o teste de HIV a cada 6 meses.
Profilaxia Pré-Exposição (PREP)
Consiste no uso de medicamentos antirretrovirais antes da exposição ao vírus do HIV. Permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. A pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
Profilaxia Pós-Exposição (PEP)
É uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, consistindo no uso de medicamentos antirretrovirais após uma exposição ao vírus.
Deve ser utilizada em situações tais como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha); e acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).
O tratamento deve ser iniciado, preferencialmente, nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo em 72 horas.
Gel lubrificante
Deve ser sempre à base de água para não danificar o preservativo de látex. Diminui o atrito e a possibilidade de microlesões nas mucosas genitais e anais durante a ato sexual. Estas lesões funcionam como porta de entrada para o HIV e outros microorganismos.
TARV
A Terapia Antirretroviral, utilizada por pessoas vivendo com HIV, atua na supressão da replicação do vírus no organismo, ajudando a controlar a infecção e a manter a saúde da pessoa.
IMPORTANTE: Uma pessoa vivendo com HIV também deve se utilizar de formas de proteção, tendo em vista a possibilidade de se infectar por outras IST ou até outros subtipos de HIV.
Adesão ao tratamento é fundamental!
SE LIGA NESSA EQUAÇÃO!
Indetectável = Zero Transmissão (I = 0):
Pessoas vivendo com HIV em tratamento antirretroviral e carga viral indetectável há pelo menos seis meses não transmitem o vírus por via sexual.
É possível viver com HIV, com o preconceito não!
Diversidade combatendo o estigma e preconceito para um futuro sem AIDS.
Cuidados Essenciais:
Se liga para aproveitar!